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Entre as diversas algas de que consta o sargaço as mais frequentes no
mar de Apúlia pertencem ao grupo das Feofícias, cuja designação corrente é
de bodelha, botelho bravo, cintas, cordas ou corriolas, folhas de Maio e taborra.
Do grupo das Rodofícias apenas aparecem as algas vermelhas conhecidas
vulgarmente por guia ou francelha.
São todas aproveitadas na agricultura, quer como fertilizantes quer como
produtos fito-sanitários.
A taborra, contudo, porque tem um alto teor de água, é normalmente
separada das outras espécies é utilizada em “verde”, isto é,
imediatamente após a apanha, sem ser submetida ao processo de secagem. É, por
isso, usada essencialmente como fertilizante de prado, ou misturada na terra
lavrada, antes de qualquer cultura.
As algas vermelhas, depois de secas, são aproveitadas em farmácia e
cosmética, e ainda nas indústrias agar-agar e de plásticos.
Muito rico em cal, potássio, ácido fosfórico e azoto, o sargaço
constitui um excelente adubo natural.
Com a sua secagem o teor daquelas substâncias sobe consideravelmente e
apenas a água diminui em cerca de sessenta por cento.
Em quadro comparativo apresentam-se os valores do sargaço fresco e seco.
Mas o sargaço, com o seu extraordinário potencial biodinâmico, está
subaproveitado devido ao desconhecimento de muitas das suas propriedades e ao
uso generalizado de produtos agro-químicos.
Contudo os técnicos agrícolas começam a reconhecer que o seu uso
aumenta a resistência das culturas às doenças e parasitas, e melhora o sabor
dos frutos e legumes, favorecendo a precocidade e abundância das culturas. É
que o sargaço faz aumentar consideravelmente a temperatura da fermentação aeróbia
e acelera a biodegradação de estrumes melhorando os solos demasiado ácidos e
tornando férteis extensas áreas arenosas e improdutivas.
Composição
do sargaço fresco e seco (%)
|
|
FRESCO |
SECO |
|
Água |
78.0 |
15.0 |
|
Azono |
0.35 |
0.94 |
|
Ácido
fosfórico |
0.35 |
0.89 |
|
Potassa |
0.94 |
2.54 |
|
Cálcio |
1.14 |
3.08 |