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Todos
os componentes, homens e mulheres, dançam descalços.
O Grupo dos Sargaceiros de Apúlia vem mantendo, através dos tempos, as
características e o genuíno, sem alterações nem modernismos. Desde sempre se
cantaram e se dançaram como hoje a Luizinha, o Regadinho, a Laurindinha, a
Vareira, o Bate-Certo, a Cana-Verde, a Garrafinha, a Chula, o Malhão, o Vira em
Cruz e o Vira de Apúlia.
Tal
como dizia Pedro Homem de Melo:
Na
praia de Apúlia, a dança do Minho toma uma feição especial, devido em parte
ao traje do Homem-Saio Romano, apertado por cinturão espesso. Descalços e de
pernas inteiramente despidas, só bailarão os moços que a natureza tiver
dotado condignamente. Daí, o aprumo de todos os que entram para a roda. Sem
ele, nada feito: semelhantes aos companheiros do Rei Artur, os Sargaceiros de Apúlia
sentam-se “Perdão: bailam!” à roda da Távola Redonda. E as pernas
serpenteiam, enquanto os corpos estremecem dos pés à cabeça. No entanto esta
dança surge-nos como que emparedada. À vista os bailadores mal mudam de sítio.
Todavia, a sua leveza é tal que nem parecem poisar no chão.
Lembram pássaros, talvez. Mas pássaros de asas cortadas...