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O recurso aos fertilizantes marinhos constitui, desde longa data,
problema vital para as populações da beira-mar.
Os lavradores e seareiros utilizavam, em tempos passados, o sargaço e o
“pilado” ou caranguejo, conjuntamente, na fertilização dos campos.
Contudo, o uso indiscriminado de redes pouco adequadas e ainda o desrespeito
pela época de “defeso” fez com que se extinguisse o segundo daqueles
fertilizantes. Presentemente o único largamente utilizado é o sargaço, numa
mistura aleatória de algas castanhas, verdes e vermelhas que, pelo seu
extraordinário potencial biodinâmico, acelera a biodegradação de vegetais
terrestres e excrementos de animais tornando-se, por isso, fertilizante natural
por excelência.