[ GRUPO DOS SARGACEIROS DA CASA DO POVO DE APÚLIA ]
[
GSCPA ]

Em Agosto de 1934 realizava-se no Palácio de Cristal, no Porto, a Grande Exposição do Mundo Português, onde deveriam fazer-se representar todos os Concelhos do País. Esposende decidiu-se pelo seu ex-líbris - o sargaceiro - quer pela originalidade e autenticidade do traje, quer pela actividade agro-marítima que representava: a apanha do sargaço. E a delegação do Concelho de Esposende a todos surpreendeu e encantou, pelo garbo dos homens e pela beleza das mulheres, a cantar e a dançar:
 

Nós somos da beira-mar
Das lindas praias do Minho

Nossa vida é trabalhar

Com amor e com carinho


Foi então que ANTÓNIO TORRES, responsável por aquela delegação, decidiu dar-lhe continuidade. E assim foi fundado o "GRUPO DOS SARGACEIROS DE APULIA "
.

ANTÓNIO TORRES, à época Presidente da Junta de Freguesia, era um homem dotado para as letras e para a música e por isso, amante e cioso da cultura tradicional da sua terra, lançou-se com entusiasmo na pesquisa e recolha das danças e dos cantares ligados à Apúlia e à apanha do sargaço, organizando, assim, o reportório do seu Grupo Folclórico. Contou, para isso, com a ajuda e apoio do Conde de Vilas Boas e do escritor Manuel de Boaventura, dois grandes amigos de Apúlia e dos "SARGACEIROS".

Em 1940 é também fundada por aquele apuliênse a Casa do Povo de Apúlia, onde o Grupo Folclórico é integrado e passa a designar-se, até aos dias de hoje, " GRUPO DOS SARGACEIROS DA CASA DO POVO DE APÚLIA " .

Por todo o País, e pelo estrangeiro, a sua actividade tem sido constante, quer em festivais, quer em desfiles etnográficos.
 


Ó sargaceiros d' Apúlia
Vós sondes os que brilhais
Sondes que pondes o ramo
Aonde quer que chegais
  

Na verdade o "GRUPO DOS SARGACEIROS DA CASA DO POVO DE APÚLIA" é reconhecidamente um representante ímpar do Folclore Português, quer pelas suas danças, quer pelo seu traje característico. É considerado um dos Grupos de maior autenticidade, pelo que a sua presença se tornou requisitada nos maiores festivais de folclore realizados no País. A sua actividade estendeu-se, também, ao estrangeiro.

Como pontos a salientar refira-se a participação na 1ª Olimpíada Europeia de Folclore, o 1° Prémio da Taça "Abril em Portugal" em 1968, a atribuição, pelo Inatel, do "Troféu de Qualidade" em 2001, as deslocações a Espanha nos anos de 1973, 2000 e 2001;  a França em 1983, 1984, 1987, 1998 e 1999; ao Brasil em 1992; à Bélgica em 1998; à Madeira em 2001.

É Membro Efectivo da Federação do Folclore Português desde 1981, está filiado no Inatel, e é Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Esposende, distinção que lhe foi atribuída em 1993 “por mais de cinquenta anos ao serviço da cultura popular



A vida de Sargaceiro
È uma vida amargurada
Do
Furado até à Cruz
P’ra
"armar" a “carrelada”