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Na praia de Apúlia a actividade sargaceira assume capital importância
dadas as circunstâncias de abundância e a facilidade de colheita das algas
marinhas.
Segundo OLIVEIRA e GALHANO,
são vários os factores que facilitam o seu desenvolvimento e a consequente
apanha pelos sargaceiros:
(...) é necessário que a costa seja acessível e ao mesmo tempo
franjada de penedia pouco submersa, onde as algas possam agarrar-se e medrar,
mas de onde, ao mesmo tempo o movimento das águas superficiais nos temporais e
marés agitadas, logre arrancá-las. Vemos, com efeito, que é geralmente em
seguida a esses factos que aparece mais sargaço nas praias. Além disso é
necessário que haja amplos ou espaço disponível para a secagem e recolha de
algas.
Para os mesmos autores “a recolha ou apanha de algas marinhas – o
sargaço ou limos – para adubação das terras de cultura é certamente entre
nós, a mais importante das fainas da lavoura que se situam no mar”.
Com efeito a população de Apúlia desenvolveu uma inteligente economia
agro-marítima em que o aproveitamento dos elementos fertilizantes tirados do
mar se tornou factor de primordial importância.